A UE alertou o exército egípcio e declarou a administração nomeada pelo exército como ilegítima.
A Alta Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Catherine Ashton, disse no domingo que a UE está profundamente preocupada com os recentes acontecimentos no Egipto e apelou às autoridades interinas do país para que ponham fim à violência e realizem novas eleições em breve.
“A UE está a acompanhar os recentes acontecimentos no Egipto com profunda preocupação”, disse Ashton num comunicado.
Ashton acrescentou: “É da maior importância que o Egipto regresse rapidamente a um governo legítimo e a estruturas democráticas”.
Ela apelou às novas autoridades do Egipto para que “envidem todos os esforços para que não ocorram detenções por motivos políticos e outras formas de assédio” e para que realizem novas eleições “no mais curto espaço de tempo possível”.
“A violência sexual deve ser interrompida”, enfatizou ela.
A UE “continuará a acompanhar de perto a situação”, disse Ashton.
A declaração sinalizou que a UE deu um passo atrás, ao evitar chamar a tomada do poder pelo exército como “golpe de estado”, alegando que havia apoio público “adequado” por trás dela.
– Merkel exorta Morsi a ser libertado-
Além disso, a chanceler alemã, Angela Merkel, exigiu que Mohammed Morsi fosse libertado, falando no canal de notícias nacional ARD no domingo.
Merkel disse: “Concordo com o apelo do ministro dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, para a libertação de Morsi”, e acrescentou que todos os grupos no Egipto deveriam unir-se para o desenvolvimento do Egipto.



