“Fiquei um tanto surpreso ao descobrir” sobre o anúncio do reconhecimento, disse Lavrov, citado por agências de notícias russas, na quarta-feira.
O presidente dos EUA, Barack Obama, disse na terça-feira: “Neste momento temos uma coligação suficientemente bem organizada – uma coligação de oposição que é representativa – para que possamos reconhecê-la como o representante legítimo do povo sírio”.
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo disse que os Estados Unidos “decidiram apostar todas as suas apostas numa vitória armada da Coligação Nacional”.
Lavrov também afirmou que o anúncio dos EUA contradiz um acordo feito em Genebra, em 30 de junho, que apelava a uma resolução para a agitação na Síria “com base no consentimento mútuo” entre todas as partes do país.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, o secretário de Estado dos Estados Unidos, bem como os ministros das Relações Exteriores da Rússia, China, Grã-Bretanha, França, Turquia, Catar, Kuwait e Iraque participou da reunião de Genebra.
A Síria tem sido palco de agitação desde Março de 2011. Muitas pessoas, incluindo um grande número de seguranças e militares, foram mortas na violência.
O Reino Unido, a França, a Turquia e o Conselho de Cooperação do Golfo [Pérsico] reconheceram militantes que lutam contra o governo sírio.
O governo sírio afirma que certos estados ocidentais, especialmente os Estados Unidos, e os seus aliados regionais estão a alimentar a agitação.
(Aperte TV)



