“A OPAQ confirmou que equipamentos químicos na Síria foram destruídos”
As forças do presidente sírio Bashar al Assad foram responsabilizadas pelos ataques contra centenas de civis na Síria. No entanto, o governo Assad rejeitou estas alegações e culpou o grupo de oposição. Com a intervenção bem sucedida da Rússia, foi alcançada uma resolução pelos lados opostos do conflito. A destruição de armas químicas na Síria foi acordada entre a Síria, os EUA e a Rússia.
Na última quinta-feira, a Organização para a Proibição de Armas Químicas confirmou que equipamentos químicos na Síria foram destruídos.
Na sequência das notícias da OPAQ, a reunião de Genebra (23 de Novembro) foi considerada como um segundo passo durante o processo de negociação para acabar com a guerra civil na Síria. Considerou-se que a decisão final sobre o conflito sírio seria negociada na segunda reunião em Genebra, com a presença dos EUA, do governo de Assad, da oposição e da Rússia. Uma vez que existem outros intervenientes regionais, como a Coligação Nacional Síria e grupos militantes islâmicos, isso atrasa o processo de negociação.
A questão é quem irá representar a oposição na reunião de Genebra 2. A reunião está marcada para 23 a 24 de novembro. Esta incerteza causa atrasos de longo prazo nas negociações de paz. O Vice-FM da Rússia, Mikhail Bogdanov, apontou o conflito em relação ao grupo que representará a oposição síria.
Além disso, o grupo da Coligação Nacional Síria não está disposto a participar nas conversações de paz na reunião de Genebra, pois não quer que Assad obtenha mais tempo e poder num futuro próximo. As condições que a Coligação Nacional procura parecem inaceitáveis para a Rússia.
A instabilidade contínua na Síria paralisou a economia e a vida social. A grande divisão nos grupos de oposição na Síria não só desencadeou a agitação civil, mas também criou um bloqueio às negociações de paz na Síria. No entanto, a Reunião de Genebra 2 não poderia ser prejudicada, pois as suas consequências terão efeitos a longo prazo para a região.



