Opa, Washington! O seu “ditador” foi novamente eleito democraticamente na Venezuela. Muito embaraçoso, hein? E agora? Uma mensagem de parabéns, ou uma carranca do tipo Condy seguida pelo mais democrático dos golpes, você conhece aqueles que instalam regimes fascistas repressivos amigáveis que massacram centenas de milhares de civis?
O Presidente Hugo Chávez foi mais uma vez eleito democraticamente pelo povo da Venezuela com 54.42 por cento dos votos. Eleito democraticamente, como tem sido inúmeras vezes desde 1998, e porquê?
Porque implementou a justiça social, restringiu o poder das elites que governaram o país durante décadas, porque criou empregos e riqueza injectando dinheiro na economia, porque distribuiu riqueza em vez de a aproveitar, porque todos os venezuelanos são partes interessadas na sua sociedade e não apenas alguns que nasceram com uma colher de prata na boca, porque está a reduzir os níveis de pobreza, porque pagou as dívidas do país às sanguessugas do FMI, porque investiu na educação, investiu na criação de empregos, ele investiu em programas habitacionais e investiu em saúde.
Examinemos alguns exemplos brilhantes da Revolução Bolivariana: redução da pobreza extrema de quase 50% para menos de 10%. Em 14 anos. Para Washington, claro, este é o trabalho de um “ditador”, que mereceu um golpe de Estado fracassado em 2002, que lançou o país numa turbulência e o atrasou, economicamente, cerca de cinco anos. Hugo Chávez reduziu a pobreza geral em dezassete pontos percentuais em dez anos. Para Washington, isso é “ditadura”.
O Índice de Desenvolvimento Humano da Venezuela passou de desenvolvimento médio para alto, a Venezuela está oficialmente livre de analfabetismo (que “ditador” educa o seu povo, de graça?), o investimento na educação duplicou, o Plano de Alfabetização Tecnológica ajudou a ligar as pessoas ao novas infra-estruturas nas áreas do desenvolvimento científico e das TI, o desemprego diminuiu 50 por cento, o salário mínimo subiu para cerca de 400 dólares, os trabalhadores recebem um subsídio alimentar mensal, as pensões estão indexadas ao salário mínimo, os produtos alimentares básicos são distribuídos directamente ao povo por preços baixos sem a mão de intermediários e, como resultado, a produção agrícola aumentou substancialmente, criando empregos nas zonas rurais, e para aqueles que acusam Chávez de esbanjar dinheiro, o fundo de reserva internacional da Venezuela quadruplicou.
O lançamento do primeiro satélite da Venezuela criou programas de telemedicina e e-learning para milhões de pessoas, não só na Venezuela, mas também na América Latina e nas Caraíbas.
Agora que vemos o que Chávez representa, vamos dar uma olhada na história recente de Washington? O desemprego vertiginoso, a economia numa espiral fora de controlo, as famílias a perderem as suas casas, a educação continuada inacessível aos pobres, o aumento da pobreza, o aumento do analfabetismo e no estrangeiro? Campos de concentração, tortura, prisão ilegal de detidos, sodomia, micção na comida, privação de sono, afogamento simulado, atropelamento de pessoas com cães, humilhação, invasão de casas, assassinato, apoio a terroristas, derrubada de governos legítimos e soberanos para apoderar-se recursos e instalar regimes amigos de Washington.
Agora, se um Estado precisa de um golpe de Estado, certamente não é a Venezuela. Porém, tome cuidado, Comandante Hugo! Você viu do que eles são capazes...
(Pravda.ru)


