Os partidos políticos albaneses não conseguiram na quarta-feira propor quaisquer candidatos para o novo presidente do país, forçando o parlamento a adiar a sua eleição por uma semana.
“Não há nenhum candidato proposto”, disse a presidente da Câmara, Jozefina Topalli, na abertura da sessão parlamentar.
“Esta é uma sessão parlamentar formal, sem candidato e sem resultado”, disse o chefe da oposição socialista na assembleia, Gramoz Ruci.
Os socialistas e os democratas no governo do primeiro-ministro Sali Berisha culparam-se mutuamente pelo fracasso em chegar a acordo sobre um candidato aceitável.
Nos termos da Constituição, o parlamento deve eleger o presidente da Albânia para um mandato de cinco anos num máximo de cinco voltas de votação. Após o fracasso do primeiro turno, o segundo deverá ser realizado dentro de uma semana, mas a data exata ainda não foi determinada.
Sob pressão internacional, os partidos políticos têm tentado chegar a um consenso sobre um candidato para suceder ao Presidente cessante, Bamir Topi, cujo mandato termina em Julho, numa tentativa de evitar um impasse político.
A União Europeia exortou recentemente à eleição de um chefe de Estado que refletisse a unidade da Albânia, que está em crise política desde as eleições parlamentares de 2009.
A oposição alegou fraude e recusou-se a reconhecer o resultado.
Embora a Albânia seja uma democracia parlamentar com o poder institucional controlado pelo primeiro-ministro, o presidente tem um papel importante como chefe do sistema jurídico e comandante das forças armadas.



