O presidente Barack Obama entra na reta final da sua campanha de reeleição num contexto de uma economia ainda em dificuldades, com as sondagens nacionais a mostrarem-no praticamente empatado com o adversário republicano Mitt Romney.
Mas Obama tem uma grande coisa a seu favor: os eleitores parecem gostar muito dele pessoalmente, e muitos permanecem leais a ele, mesmo quando lhe dão notas baixas pela forma como lida com a economia.
Se a sua equipa de campanha conseguir convencer os seus apoiantes de 2008 a regressarem às urnas em Novembro, e ao mesmo tempo persuadir os eleitores indecisos de que Romney não pensa nos interesses deles, ele ganhará um segundo mandato.
Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, teve um primeiro mandato turbulento.
Ele e seus colegas democratas obtiveram diversas conquistas históricas. Mas a economia dos EUA tem enfrentado grandes dificuldades desde que Obama assumiu o cargo, no meio de uma das piores recessões económicas das últimas décadas: o crescimento do emprego tem sido anémico e a taxa de desemprego nos EUA permanece acima dos 8%.
Acrescente a isso o facto de o Partido Democrata ter sofrido perdas históricas nas eleições intercalares de Novembro de 2010, com os Republicanos a emergirem energizados e mais determinados do que nunca a promover a sua agenda conservadora e a frustrar os planos do presidente.
Mitt Romney e os republicanos apostam agora que Obama não será capaz de inspirar o mesmo entusiasmo que o levou à Casa Branca e que os eleitores independentes se afastarão das suas políticas num contexto económico ainda em atraso.
Oratória, charme, fundo
Barack Hussein Obama fez história em 4 de novembro de 2008, quando derrotou facilmente o rival republicano John McCain para se tornar o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
Com 47 anos quando tomou posse, Obama também foi o primeiro presidente urbano desde Harry Truman e o primeiro presidente nascido no Havaí.



