O Ministério do Interior da Tunísia proibiu na quinta-feira as manifestações diante dos apelos dos islâmicos para protestos para defender os valores sagrados após as orações de sexta-feira, disse o porta-voz do ministério, Khaled Tarrouche, à AFP.
“Nenhuma marcha foi autorizada pelo Ministério do Interior”, disse Tarrouche, acrescentando que “a lei será aplicada contra todos os actos de violência… Alguns apelos à violência estão a circular no Facebook”. Várias alas do movimento salafista ultraconservador emitiram durante a semana apelos para se manifestarem após as orações de sexta-feira para denunciar “ataques a valores sagrados”, na sequência de uma controversa exposição de arte.
Obras consideradas “blasfemas” e ofensivas ao Islão foram destruídas no último domingo na exposição no norte de Túnis, num ato atribuído aos salafistas.
O incidente provocou confrontos em todo o país do norte de África entre segunda e quarta-feira, que provocaram o incêndio de esquadras da polícia e de escritórios de partidos políticos, na pior violência desde a revolução de Janeiro de 2011.
Uma pessoa morreu e mais de 100 ficaram feridas, incluindo 65 policiais.
O movimento islâmico Ennahda, que domina o governo e a assembleia nacional, apelou quarta-feira a “uma marcha pacífica para defender a revolução e os valores sagrados”.
Tarrouche disse que a proibição também se aplica a esta marcha planeada.
TÚNIS – Agence France-Presse


